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Quem será que leva?

Finalmente arrumei um tempinho para atualizar meu blog com minhas impressões sobre esta Copa do Mundo da África. Como estou com preguiça de escrever, farei isso em dez tópicos. 1 - Impressionante a qualidade da transmissão dos jogos. imagens nítidas, muitas câmeras e até a "super slow", que mostra detalhes bem interessantes, impossíveis de serem percebidos "a olho nu". Até quem não gosta de futebol fica iteressado nos jogos. 2 - Com raras exceções, o futebol apresentado está uma porcaria. Times lentos, defensivos, que trocam passes até achar espaços. O resultado são muitos jogos sonolentos e truncados. 3 - Ah, os melhores jogadores do mundo. Messi encanta e é o cérebro do bem montado time argentino, mas não marca. Kaká é o campeão de assistências, mas também não faz gols. Cristiano Ronaldo marca, mas fez uma Copa pífia e incompatível com sua alcunha de ex-melhor jogador do mundo 4 - Sobre os árbitros: errar é humano, acontece. Continuo sendo contra o uso da tecnologia. Sem querer ser romântico, nada melhor do que passar horas discutindo aqueles lances polêmicos ou os erros dos juízes 5 - Itália, Inglaterra e França , nesta ordem, são as maiores decepções. A Azzurra pegou um grupo fácil e caiu na primeira fase. A Inglaterra terminou em segundo em grupo também fácil e antecipou um duelo com a Alemanha. Voltou para casa mais cedo. Quanto à França, o que esperar de um grupo profissional que se mata internamente? Na bola, teria chances de ter ido mais longe 6 - Indiscutivelmente, Maradona é a figura da Copa. Já utilizou quase todos os jogadopres do grupo, distribui beijos e abraços, trata os atletas comos humanos e exalta a força coletiva. 7 - Já Dunga continua carrancudo e misterioso. Sua teimosia dissipou-se um pouco devido às necessidades de substituição devido á contusão. Mesmo assim, não dá folga aos jogadores e mantém aquele estilo de general que tanto o consagrou dentro das quatro linhas. A sorte é que o grupo parece estar fechado com ele 8 - Apesar de tudo, o Brasil vem fazendo uma boa Copa. Passou com tranquilidade por Costa do Marfim, não se esforçou contra Portugal e fez sua parte contra o Chile. Peita os adversários, e joga para o gasto. Pode jogar mais bola, e de um jeito mais bonito do que vem jogando 9 - Acho que o Brasil chega na final se passar pela Holanda. Gana e Uruguai não assustam. Culpa da incompetência da Inglaterra, que se tivesse se classificado em primeiro seria nosso adversário na semifinal. 10 - Assim como um finalista sairá de Brasil e Holanda, o outro sairá do jogo entre Alemanha e Argentina. Os dois vêm bem na Copa, mas acho a Argentina um time mais estável. Os alemães jogaram bem duas de suas quatro partidas na Copa. A Argentina, todas.
Escrito por Guilherme Chammas às 10h59
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E o Pacaembu?
Depois do covarde veto da CBF ao maior estádio de São Paulo ser uma das sedes da Copa de 2014 volta-se a ventilar rumores sobre a construção de uma nova arena em Pirituba.
O investimento de dinheiro em um novo elefante branco seria lamentável. Sem o Morumbi, teremos em São Paulo em 2014 um reformado Parque Antarctica e, por que não, o Pacaembu, que já abrigou a Copa de 50. O simpático estádio municipal tem localização privilegiada, capacidade razoável e não tem pontos cegos. Imagino eu que pode facilmente se adequar às exigências da Fifa para a Copa. Exigências estas que foram desmascaradas na excelente reportagem da Folha de hoje. (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1706201041.htm) Se a Copa do Mundo realmente movimenta tanto dinheiro quanto falam, onde estão o governador e o prefeito, que não se manifestaram a respeito? O silêncio é estranho. De qualquer forma, desde o anúncio que o Brasil seria sede do Mundial, já sabíamos que a política falaria mais alto que o futebol. Não menos estranho é saber que nenhum estádio começou a ser contruído e que a avaliação das reais condições das arenas já prontas ainda não foi feita. Acho que só o Morumbi deve ter problemas sérios para resolver.
Escrito por Guilherme Chammas às 10h59
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Síndrome de Vanusa

Um dos momentos mais legais da Copa é a entrada dos times em campo e a execução dos hinos nacionais.
Algumas equipes, como a França e a Itália, cantam abraçadas. Outras, como o Chile, com a mão no peito, em alto e bom som. O que explica então o jeito tímido dos jogadores de nossa seleção? Alguns cantam de boca fechada, outros sequer sabem a letra. Sem querer dar uma de general da ditadura, considero o hino nacional um símbolo do país.É uma vergonha que os que estão nos representando não consigam fazer valer esse simbolismo. Certo fez o Zagallo, que na Copa de 98 ensinou os jogadores a cantar. Mais do que isso, os obrigou a cantar. É bonito, é patriótico, é um exemplo e, acima de tudo, um sinal de respeito com os milhões de brasileiros que acompanham o Mundial pela televisão. Já que nosso treinador se propõe a ser disciplinador, por que não seguir o exemplo do Velho Lobo? O fato de os jogadores não saberem o hino não é vergonha, vergonha é não ter vontade de aprender e de entender que eles representam uma nação.
Escrito por Guilherme Chammas às 15h38
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Dunga é o fenômeno

Pela primeira vez na longa lista de participações brasileiras na Copa do Mundo, o destaque dado pela imprensa a um técnico de futebol é muito maior do que o dado aos jogadores. No Mundial da África do Sul, só ouço falar de Dunga. E, geralmente, os predicados não são dos melhores. Ranzinza, teimoso, covarde e outros termos pejorativos são muito mais comuns do que qualquer tipo de menção elogiosa ao trabalho do treinador. Pessoalmente, não simpatizo muito com nosso técnico, mas acho que falta senso crítico da imprensa ao dar destaque exagerado às atitudes de Dunga. Não abriu o treino? Crítica. Falou português errado na entrevista coletiva? Crítica. Não cedeu à pressão de visitar Mugabe? Não fez nada mais do que a obrigação. O fato é que Dunga já cumpriu seu papel como jogador. Disputou três Copas, foi massacrado, obteve a redenção. Agora está na hora de a cobertura jornalística começar a falar de nossos atletas, esquecendo um pouco as esquisitices daquele que não entrará mais em campo. Afinal, não é demais lembrar que cada um adota o método de trabalho que acha melhor. Prefiro saber o real estado físico de Kaká e Luis Fabiano à revelação de que os jogadores serão liberados para fazer sexo. Também pouco me importa se os atletas podem usar o Twitter. Queria mesmo entender como a comissão técnica está controlando a ansiedade dos jogadores. E assim por diante. Entendo a dificuldade de conseguir informações pertinentes se os treinos são fechados e as informações passadas pela CBF são limitadas ou se resumem a burocráticas entrevistas coletivas. Também faz parte ficar na porta da concentração tentando arrumar algum assunto para aquelas 1.320 entradas diárias ao vivo. Mesmo assim, não aguento mais ouvir falar de Dunga. Faltam oito dias para a estreia do Brasil e, até agora, pouco se disse sobre futebol.
Escrito por Guilherme Chammas às 08h52
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Pautas para a Copa do Mundo

Faltam apenas dez dias para começar a Copa. A cada quatro anos muda-se a sede do Mundial, mudam os times participantes, e, às vezes, até o campeão é diferente.
A única coisa que não muda são as reportagens na TV brasileira. Fazendo um "grande" exercício de imaginação, preparei uma lista de dez matérias que provavelmenrte você verá muito em breve. Haja criatividade!
Pautas para reportagens no Brasil: 1 - Márcio Canuto acompanhando a decoração das ruas de São Paulo para a Copa. Pinturas no chão, bandeiras penduradas em fios de alta tensão, aquela beleza... 2 - Reportagem mostrando como os que trabalham durante a Copa acompanham os jogos do Brasil. Garis com rádio de pilha, garçons dando aquela espiada na TV do bar, taxistas tomando um café na padaria, porteiros, seguranças.... 3 - Como fica bom o trânsito de São Paulo durante as partidas da Seleção. Takes na 23 de maio e nas marginas. Como fica ruim o transito uma hora antes das partidas do escrete canarinho. Takes na Radial Leste e na Rebouças.
4 - Reportagens especiais de como os estrangeiros acompanham os jogos de suas seleções. Não pode faltar bacalhau, vinho tinto e fado em algum clube português (mesmo que o jogo seja contra Botsuana, às 8h30), famílias de italianos reunidas para comer o macarrão da nonna e assistir ao jogo da azurra e, claro, alemães breacos tomando chope e comendo salsicha 5 - E, por fim, aquelas pautas que mudam o rumo do jornalismo mundial, como entrevistar o povo no Anhangabaú, na praia de Copacabana ou em qualquer lugar que tenha algum show musical, telão e cerveja sendo vendida em isopor Pautas para reportagens na África do Sul: 1 - Entrevistar aquele gaúcho que carrega a réplica da taça para todas as 4.357 Copas que ele já foi 2 - Aguardar no aeroporto a chegada de torcedores brasileiros e achar aquele que vendeu casa, carro e anel de diamante para realizar o sonho de ver de perto o hexacampeonato 3 - Ir a alguma fábrica de vuvuzelas 4 - Comer preciosidades da culinária local, como fígado de zebra com cuscuz de unha de leão. Após degustar a iguaria, tomar o típico chá local, com folhas de tabaco fervidas em sangue de leopardo. 5 - Vestir-se de Indiana Jones e fazer um tradicional safári juntamente com torcedores vestidos com a camisa canarinho. Ao final da matéria, o repórter deve fazer uma graça, como, por exemplo, falar que até os leões das savanas estão torcendo pelo Brasil. Vamos ajudar nossos colegas. Postem nos comentários mais sugestões de pauta
Escrito por Guilherme Chammas às 14h07
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Ataque de Israel é estupidez

 


O ataque de Israel a um navio que levava ajuda humanitária a Gaza é injustificável, estúpido e covarde. E, por mais incrível que pareça, algumas pessoas justificam o banho de sangue como legítima defesa. Como se os habitantes da belicosa e paupérrima Faixa de Gaza realmente representassem uma ameaça a Israel e seu povo, e como se um dos exércitos mais bem treinados do mundo não fosse preparado o suficiente para distinguir ameaças reais de simples bravatas. Mais do que isso, a imprensa e as pessoas sempre se cercam de cuidados ao analisar notícias que podem gerar questionamentos sobre a postura de Israel e suas políticas. Quem dera fosse sempre assim em casos semelhantes. Opiniões ponderadas, conciliadoras, preocupadas com os dois lados da questão.
Já a posição dos Estados Unidos, como sempre, é apenas a de "lamentar os fatos e entender as circunstâncias da tragédia". Não menos curioso é a falta de menções e de análises políticas profundas sobre as consequências do bloqueio de Israel sobre Gaza. Sinceramente, não me lembro de levantes contra a violação de direitos humanos nessa complicada região nem de formadores de opinião interessados em discutir a fundo a questão palestina.
Escrito por Guilherme Chammas às 17h39
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Recomendação
Leiam no blog do amigo jornalista Dante Baptista o excelente post sobre a falta de criatividade em tempos de Copa. Recomendo fortemente os dois vídeos que aparecem no post, que é intitulado "A gente é o quê? Guerreiro!". Link abaixo
http://ocertame.wordpress.com/ Minha opinião: Mais do que o descrito no post, mais uma vez abusam dos estereótipos brasileiros. Em vez de mostrar criatividade, como no caso dos excelentes comerciais argentinos, é sempre a mesma coisa. Talvez a única coisa que fuja um pouco disso são as propagandas da Skol, que exaltam os valores mais autênticos do brasileiro: a piada e a sacanagem. Isso sim é mostrar sentimento. Nada dessa história de pátria de chuteiras, de união de todos com um só propósito, de falsas hipocrisias. Daqui a pouco, começarão os sambinhas, as mulatas de biquíni verde-amarelo, os caras na rua com um sapato de cada cor, o cara tomando um chope em horário de serviço para ver o jogo do Brasil, os caras que param o trabalho nas fábricas para ver o jogo, um restaurante que cria um prato especial para a Copa e batiza com o nome Dunga…. as pautas se repetem e são sempre enfadonhas. Mais criatividade, por favor…
Escrito por Guilherme Chammas às 17h21
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Injustiçado?

Os números de gols marcados falam por si. No Brasileiro do ano passado, foram 17 gols a 7. No Paulista deste ano, 6 a 5. Na Libertadores deste ano, 5 a 1. Na Libertadores passada, 3 a 2. Os dados acima mostram o desempenho, respectivamente, de Washington e Dagoberto, atacantes do São Paulo. Curiosamente, enquanto o camisa 9 é sempre preterido em troca de outros atacantes, Dagoberto, apesar de desempenho e comprometimentos discutíveis, é titular absoluto. Se a ameaça agora é Fernandão, antes era Borges. E até Fernandinho, apesar da pouca experiência em jogos decisivos, começou como titular uma partida importante pelas oitavas-de-final da Libertadores. Ricardo Gomes justifica a opção por outros atacantes como a necessidade de imprimir mais velocidade ao time. Só que, sem Washington como referência na área, o time pena para fazer gols. Além de cumprir sua função de artilheiro, o camisa 9 atrai a marcação, é perigosíssimo nas cabeçadas e ajuda a defesa no jogo aéreo. A meu ver, é indispensável. Sua lentidão é seu maior defeito. Mesmo assim, consegue proteger a bola e virar para o gol, ou até deixar companheiros em ótimas condições. O temperamento, no entanto, não o favorece. Quando motivado, vibra e comanda o ataque. Desmotivado, é um perigo. Reclama dos companheiros, abaixa a cabeça e tenta o gol a qualquer custo, não volta para buscar a bola. Washington está sem vontade. Na semana passada ele falou, com razão, que não entendia por que era sempre o último a entrar e o primeiro a sair. Deve achar estranho que Dagoberto seja intocável e ele seja sempre sacado do time, em qualquer circunstância, para qualquer justificativa. A opção de Ricardo Gomes de deixá-lo fora do banco no jogo de hoje, contra o Cruzeiro, não é correta. Vai tornar pior ainda a situação de Washington no clube. Por que ele não poderia formar dupla de ataque com Fernandão? Ou ainda, manter a dupla com Dagoberto e jogar com Fernandão no meio? E se Fernandão não jogar sempre o fino da bola, como jogou na quarta passada? São opções que deveriam ser avaliadas neste início de Brasileiro, mas isso não vai acontecer. A má vontade com o atleta é evidente, e a situação está tornando-se insustentável para o jogador com maior média de gols desde a saída de Luis Fabiano. Vejam outra visão sobre o assunto no Blog do Birner: http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2010/05/18/a-confusa-e-infeliz-passagem-de-washington-pelo-sao-paulo/
Escrito por Guilherme Chammas às 10h18
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Nocaute 
A Libertadores começou ontem para o São Paulo. Jogou uma partida quase perfeita contra o Cruzeiro no Mineirão e aproximou-se muito das semifinais. O ponto chave do jogo foi, a meu ver, a consistência defensiva do time. Sem Miranda, Xandão deu conta do recado. Alex Silva, como sempre, esteve impecável. Quando a bola passou pelos dois, Rogério mostrou segurança. Gostem ou não, o Richarlyson jogando no meio protege bastante a defesa. Jogar apenas com Rodrigo Souto no combate é pouco, mas talvez seja ideal para o esquema 3-5-2 ou para jogos em casa, contra times que não ofereçam tanto perigo. Com Richarlyson no meio, Jr. César ficou livre para apoiar, puxar contra-ataques. Além disso, Hernanes jogou mais solto. Sem ter que preocupar em excesso com a marcação - que ficou por conta do camisa 20 - e nem com a armação - o Marlos se encarregou -, voltou a ser craque. E, não por coincidência, foi o termômetro do time. Fernandão, por sua vez, fez uma estreia perfeita. Movimentou-se bem, participou dos dois gols. Gosto do futebol do Washington mas confesso que ontem a movimentação do time foi maior com o Fernandão. Ele é experiente e, até onde sei, integra-se fácil no grupo. Bom reforço para a competição. Parece que, finalmente, os atletas entenderam que o São Paulo está disputando a Libertadores. O time ontem foi vibrante, soube suportar a pressão do bom time do Cruzeiro e da torcida e, indiscutivelmente, jogou sua melhor partida no ano. Até a semana passada, estava muito longe do ideal. Com as mudanças promovidas pelo contestado Ricardo Gomes, o time melhorou, e conseguiu uma vitória incontestável. Será muito difícil o Cruzeiro conseguir reverter o resultado na semana que vem. Depois, pausa para a Copa, e muito tempo para definir a escalação ideal, treinar bastante e acertar o time.
Categoria: Futebol
Escrito por Guilherme Chammas às 09h43
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Os escolhidos e os preteridos
Caros leitores, há tempos não atualizo o blog, mas prometo que farei o possível para reativá-lo. O assunto do dia, como não podia deixar de ser, é a convocação para a Copa.
Como sempre, o equilíbrio e o meio termo foram deixados de lados. A teimosia prevalece. Em nenhume seleção "top mundial" existem tantos reservas de clubes convocados, vide Kléberson, Julio Bapstista, e o nosso inrível arqueiro Doni. Amizade é importante, grupo também. Mas há limites. Como explicar que apenas esses dois critérios definam a seleção em detrimento do "momento" de outros bons jogadores? Só a teimosia. O critério do "não foi testado" para mim não cola. E termos como duplas de cabeças-de-bagre Gilberto Silva e Felipe Melo, menos ainda. Não há treinamento que resolva a ruindade de certos jogadores. Nem grupo. Podemos pagar caro pela "coerência" do Dunga. Nem sempre a inteligência está a ela relacionada. Só nos resta torcer por um milagre.
Escrito por Guilherme Chammas às 18h26
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Xico Sá
Excelente a coluna do Xico Sá na Folha de hoje. Vale a leitura XICO SÁ
Sobrou até para o Jason São Paulo está acabando com o melhor das vocações boêmias e com o melhor dos parques de diversão noturna
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AMIGO TORCEDOR , amigo secador, na cidade proibida, agora sobrou para o Jason, personagem de "Sexta-Feira 13" reencarnado no outrora morto-vivo time do São Paulo. No futebol, quem não faz leva; na política e na segurança pública, quem não faz proíbe, fecha, prende e arrebenta. É proibido beber cerveja, levar bandeiras, batucadas... É proibido placa, luminoso, andar de fretado, fumar, é proibido morrer sem saúde na bucólica Piratininga. Claro que, nesse embalo, sobraria para o Jason na metrópole que incorporou as proibições como obra de governo ou estratégia de polícia. Ora, deixem os são-paulinos celebrarem o retorno ao bom combate. O amigo, arquibaldo ou geraldino, tem que mostrar a cara para facilitar ser identificado como bandido. É o argumento dos homens, "teje preso", não se mexa. E se fossem policiar o carnaval de Veneza ou a folia do Recife... Melhor: se cuidassem do carnaval de Bezerros, onde 300 mil pessoas se vestem de papangus, inventivas máscaras do agreste pernambucano. É, velho Oswald, a alegria era a prova dos noves, agora danou-se, o alcaide acaba com a festa e as demais autoridades passam o rodo. A onda é fechar, rebocar paredes de boates e botequins, expulsar as moças dos saudáveis rendez-vous, pôr a ordem que acham correta e ganhar votos e aplausos de certa fatia da classe média ou dos pobres em Cristo que já fecharam suas almas para balanço. Os Jasons, assim como os tantos zumbis ludopédicos do Maraca, trazem a criancice aos adultos e empolgam mais as crianças. Ainda bem que estão soltos nos estádios e nas ruas os sacis do Beira-Rio, os papões da Curuzu, os galos das Gerais, os orixás da Bahia, os Hulks dos times clorofilados, as caveiras e as múmias gigantes de todas as praças etc. Como se não bastassem os desmanches e toda uma sorte de pilantragens, querem levar também o mínimo poder de fantasiar das torcidas. Se profissionalismo for isso, devolvam já a minha várzea. O que São Paulo precisa, para aguentar os proibidões em plantão permanente, é mais delírio e menos patrulha. Menos Caxias e mais personagens de "Pornopopéia" (ed. Objetiva), livraço do Reinaldo Moraes -com acento mesmo, ao contrário do que dita a reforma ortográfica. A cidade proibida está jogando fora a melhor das vocações boêmias, destruindo o melhor dos parques de diversões noturnas. Mais Javaris com humor e menos Morumbis dominados e obedientes. Se isso é ser moderno, ódio eterno, como diz o cartaz de "Juventus Rumo a Tóquio", um curta de Andréa Kurachi , Helena Tahira e Rogério Zagallo. O filme conta a saga de uma derrota épica. Neste caso, o time da Mooca perdeu de 2 a 3 para a Linense, com um gol salvador ao crepúsculo, conquistando a Copa Federação Paulista em novembro de 2007. É disso que o futebol carece. Mais Jasons e tirações de onda em toda parte. Esse tipo de gozação inibe muito mais a violência do que a cara feia da polícia. O mesmo pode ser dito sobre a boemia de bares, ruas e calçadas, capaz de devolver a cidade a quem rala e se diverte. Pela desobediência civil e pelo direito sagrado de fantasiar a vida. Com ou sem máscara.
Escrito por Guilherme Chammas às 14h01
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Oposição?
Qual é a real diferença entre Sarney, Renan e cia. e os que os acusam? O senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, também mama nas tetas do poder. http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u607433.shtml Tasso Jereissati usou dinheiro público para se deslocar em jatinhos. http://cearaenoticia.blogspot.com/2009/04/folha-tasso-paga-jatinho-com-dinheiro.html Pagamos para o assessor de Arthur Virgilio estudar fora do país. http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/virgilio-vou-devolver-verba-usada-por-assessor-no-exterior-04023466C8A16346?types=A& A lista deve ser ainda mais extensa. Do contrário, os senadores da oposição, que se portam como paladinos da Justiça e defensores dos bons costumes, não teriam tanto medo dos possíveis dossiês que Renan e cia. ameaçam apresentar. Lamentável
Escrito por Guilherme Chammas às 13h37
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O Judiciário é o culpado...
...pelas mazelas que assolam o Congresso Nacional. Se houvesse punição não haveria crime. E os nossos congressistas deleitam-se com o dinheiro público sabendo que, no máximo, perderão seus mandatos. Quando não há culpa não há crime. A lentidão da Justiça favorece a banda podre da política. Vejam no link abaixo a lista de senadores que respondem, infelizmente em liberdade, a processos na Justiça http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u607396.shtml
Escrito por Guilherme Chammas às 13h28
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Férias
Estou curtindo umas merecidas férias em terras uruguaias. O frio está pavoroso e o país é um tesao. Voltarei a a postar no blog mais para o final da semana. Beijos e abraços 
Escrito por Guilherme Chammas às 21h42
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Sarney cai
Os deuses finalmente ouviram as vozes de milhões de brasileiros que pedem a queda de Sarney. Infelizmente entenderam errado, livrando o bigodudo de mais uma. Acho que a czar não é imortal apenas da ABL. Desta vez, sobrou para sua esposa bigoduda. Mulher de Sarney fratura ombro e casal viaja para SP CAROL PIRES - Agencia Estado BRASÍLIA - A esposa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Marly Sarney, sofreu uma queda hoje ao tropeçar em um tapete e fraturou a região do ombro em quatro partes. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência do Senado, dona Marly será levada ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. José Sarney, de acordo com os assessores, acompanhará a esposa na viagem, que ainda não tem horário definido. O presidente do Senado passava o recesso parlamentar com a família no Maranhão
Escrito por Guilherme Chammas às 15h06
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