Nocaute

Raposa desaba no contragolpe tricolor (EFE)

A Libertadores começou ontem para o São Paulo. Jogou uma partida quase perfeita contra o Cruzeiro no Mineirão e aproximou-se muito das semifinais.

O ponto chave do jogo foi, a meu ver, a consistência defensiva do time. Sem Miranda, Xandão deu conta do recado. Alex Silva, como sempre, esteve impecável. Quando a bola passou pelos dois, Rogério mostrou segurança.

Gostem ou não, o Richarlyson jogando no meio protege bastante a defesa. Jogar apenas com Rodrigo Souto no combate é pouco, mas talvez seja ideal para o esquema 3-5-2 ou para jogos em casa, contra times que não ofereçam tanto perigo. Com Richarlyson no meio, Jr. César ficou livre para apoiar, puxar contra-ataques.

Além disso, Hernanes jogou mais solto. Sem ter que preocupar em excesso com a marcação - que ficou por conta do camisa 20 - e nem com a armação - o Marlos se encarregou -, voltou a ser craque. E, não por coincidência, foi o termômetro do time.

Fernandão, por sua vez, fez uma estreia perfeita. Movimentou-se bem, participou dos dois gols. Gosto do futebol do Washington mas confesso que ontem a movimentação do time foi maior com o Fernandão. Ele é experiente e, até onde sei, integra-se fácil no grupo. Bom reforço para a competição.

Parece que, finalmente, os atletas entenderam que o São Paulo está disputando a Libertadores. O time ontem foi vibrante, soube suportar a pressão do bom time do Cruzeiro e da torcida e, indiscutivelmente, jogou sua melhor partida no ano. Até a semana passada, estava muito longe do ideal. Com as mudanças promovidas pelo contestado Ricardo Gomes, o time melhorou, e conseguiu uma vitória incontestável.

Será muito difícil o Cruzeiro conseguir reverter o resultado na semana que vem. Depois, pausa para a Copa, e muito tempo para definir a escalação ideal, treinar bastante e acertar o time.